IRÃ CONTRA A PRESSÃO GLOBAL: A Resistência Que Surpreende o Mundo
Enquanto o mundo foca na retórica sobre armas nucleares, uma análise profunda revela que a verdadeira batalha de Washington é econômica: estrangular a China, controlar o petróleo e salvar o dólar da ascensão dos BRICS.

O véu da narrativa nuclear
Texto de José Carlos Medeiros
O que os EUA e Israel estão fazendo no Irã não tem só a ver com tentar impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã. Esse não é o objetivo primordial. Seria o mesmo que acreditar na desculpa que Bush deu para atacar o Iraque. Política e mentiras andam sempre juntas.
O papel de Israel na região
Um detalhe importante é que Israel é considerado um aliado estratégico central dos EUA no Oriente Médio, com forte cooperação militar, tecnológica e de inteligência, é “moleque de recado dos EUA na região” ; e sobrevive ali somente com a prestimosa ajuda de Tio Sam.
A verdadeira preocupação americana
E os EUA tampouco está preocupado com os costumes daquela civilização de 5.000 anos; qual é o papel da mulher, se ela vota, e se pode ir à universidade. E também não está preocupado com os direitos humanos ou com quantos já morreram lutando contra o regime. Os EUA, de fato, só se preocupam com uma coisa: money!!! “In gold we trust” ao invés de “In God we trust”. Ou seja, eles crêem (trust) no ouro ao invés de Deus (God) 
O valor da vida na geopolítica
E a morte para os norte-americanos é uma coisa banal; e para os sionistas (os israelenses) também. Desde que não seja do lado deles. Sempre foi assim.
O dilema econômico americano
Os EUA se encontram numa encruzilhada, num dilema terrível: estão atolados em dívidas e precisando muitíssimo de dinheiro. E de onde tirar mais?
O dólar perde espaço
O dólar ainda é a principal moeda de reserva global, mas observa-se um movimento gradual de diversificação por parte de alguns países. A China reduziu parte de sua exposição a títulos do Tesouro americano nos últimos anos, e outras economias têm buscado mecanismos alternativos de liquidação comercial.
Esse fenômeno não significa colapso do sistema do dólar, mas indica um processo de ajuste e adaptação do sistema financeiro internacional.
A corrida pelo ouro
A Alemanha pediu de volta alguns milhares de toneladas de ouro que estavam sob custódia nos EUA. Outros países fazendo o mesmo que a China e o Japão, se desfazendo dos títulos do Tesouro dos EUA depois das medidas de confisco sofridas pela Rússia, pela guerra contra a Ucrânia, e o mesmo sofreu a Venezuela: confisco!
A crise de credibilidade e o xeque-mate financeiro
O fato é que os EUA perderam muito de sua credibilidade no mundo inteiro. Afinal, como acreditar num país que pode confiscar o dinheiro que depositou-se lá, por qualquer motivo que ele julgue válido? Foi o que aconteceu com vários oligarcas russos quando Putin invadiu a Ucrânia. Barcos, aviões, mansões e outros ativos como dinheiro foram confiscados.
Aliás, congelamento de reservas russas após a guerra da Ucrânia gerou debates sobre segurança jurídica internacional e confiança no sistema financeiro ocidental. Alguns países passaram a reavaliar a concentração de reservas em dólares como estratégia de mitigação de risco.
O efeito dominó da desconfiança
Essas ações intempestivas contra tudo e contra todos, tomadas pelos vários governos dos EUA, foram gradativamente minando a confiança no país. Fora a questão de que o dólar se tornou, na verdade, uma faca de dois gumes: sem lastro sólido e perdendo a credibilidade à medida que subia a dívida interna do país. Os EUA começaram a imprimir montanhas de dólares, com a única garantia da palavra, da confiança no sistema bancário norte-americano.
O estopim dos BRICS
O advento dos BRICS veio como o estopim para explodir a bomba das finanças dos EUA. A expansão dos BRICS, incluindo a entrada do Irã, ampliou o debate sobre multipolaridade econômica. Ainda que o bloco não substitua o G7 em peso institucional, representa um movimento relevante no equilíbrio global.
O perigo geopolítico para Washington: o petróleo sem dólar
A China hoje é a segunda maior economia do mundo, depois dos EUA. E com a Europa capengando na economia junto com o Japão e os EUA (o falido G7), versus Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em plena ascensão, a recente entrada do Irã (principalmente!) no grupo dos BRICS acendeu um perigoso alerta nos EUA.
O nó energético
O Irã é um dos maiores fornecedores de óleo para a China, assim como a Rússia e a Venezuela. E sem o uso de dólares!
Este país possui posição estratégica no Estreito de Hormuz, por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de energia. A China é grande importadora desse petróleo, inclusive por meio de acordos que contornam parcialmente o sistema financeiro ocidental.
A energia continua sendo elemento central nas disputas de poder global.
A operação na Venezuela
A operação dos EUA na Venezuela também teve como único propósito o “estratégico”! Ao mesmo tempo que os EUA retomam suas antigas reservas confiscadas por Hugo Chávez, corta-se o fornecimento para a China, hoje o seu arquirrival.
O que realmente importa para Washington
Portanto, pouco importa o tipo de regime que venha a ter a Venezuela ou qualquer outro país, desde que atenda aos interesses dos EUA. E o mesmo acontece com o Irã.
O cerco ao Irã
Com o atual regime de Teerã fora do caminho (leia-se um novo regime pró-USA) e com os EUA controlando praticamente o último bastião da resistência no Oriente Médio, que é o Irã — (pois o Iraque já se foi junto com a Líbia e a Síria; sendo que todos os demais, como Kuwait, Catar, Omã e Arábia Saudita, estão dominados e ocupados inclusive com bases norte-americanas —), caso o Irã venha a cair, o domínio seria completo. O controle do óleo que flui da região ficaria totalmente nas mãos das petroleiras norte-americanas e dos financistas sionistas.
Entretanto, a tensões envolvendo o Irã precisam ser analisadas dentro de um contexto mais amplo que inclui: Segurança regional, Rivalidade EUA-China ,Alianças no Golfo, Dinâmica interna iraniana
O estrangulamento da China
E o resultado final que oes EUA pretendem é estrangular a China já que ela é dependente do petróleo daquela região e sem o seu maior fornecedor, que é o Irã.
Conter o avanço estratégico da China faz parte da grande estratégia americana. Contudo, isso envolve também outros múltiplos instrumentos: tecnologia, comércio, alianças no Indo-Pacífico e segurança energética.
Um tiro no pé?
E os EUA, será que com essa ação que está em curso, e de acordo com esse vídeo abaixo, deram um tiro no pé?
Como eu mencionei no início, os EUA precisam de dinheiro, de muito dinheiro para continuar movimentando a sua máquina e recuperar a hegemonia que estão perdendo para o grupo dos BRICS. Com isso, o mais importante no momento é parar a China. Com a Venezuela capturada — que era um dos fornecedores de óleo para a China — falta o Irã, a última pedra no sapato dos americanos.
A resiliência iraniana
E o tiro no pé? Depende do valor da moeda!
É certo que essa nova guerra não vai durar dias ou semanas como previram os estrategistas em Washington. Está mais para aquele episódio do filme “Black Hawk Down”. As coisas nem sempre saem como está no papel. E o Irã pode muito bem surpreender, como está surpreendendo.
Qualquer conflito direto envolvendo o Irã teria custos elevados e imprevisíveis. O histórico recente mostra que intervenções no Oriente Médio tendem a gerar consequências prolongadas e não lineares.
A disposição iraniana
As bases americanas atacadas em Omã, no Catar, na Arábia Saudita e o radar de US$ 1 bilhão destruído, mais o ataque sofrido pelo porta-aviões USS Lincoln, que apesar de não ter sido atingido, provam a disposição do Irã. Três F-15 americanos foram derrubados
Qualquer conflito direto envolvendo o Irã tem custos elevados e imprevisíveis. O histórico recente mostra que intervenções no Oriente Médio tendem a gerar consequências prolongadas e não lineares.
A lição do Coronel Paulo Filho
E como bem lembrou o Coronel Paulo Filho, especialista em geopolítica do Exército Brasileiro, ter munição e disposição conta muito. Munição é cara e finita (vide os países da Europa da atualidade: sem munição por terem abastecido a Ucrânia). E munição parece que não falta aos iranianos e muito menos disposição. E estão jogando em casa!
O suicídio que não virá
E jamais os EUA colocarão suas tropas naquele terreno, seria suicídio, e por isso estão instando a população a se revoltar contra o governo, mas o tiro está saindo pela culatra.
A ajuda externa necessária
Quanto a alguma ajuda externa, creio que os iranianos devem ter, e urgente!
E quanto aos chineses… bem, eles devem começar a se mexer se não quiserem ficar sem o óleo. E imobilizados!
A lição da Coreia
Porque os americanos não jogam pra perder. É certo que muitas das vezes eles perdem, mas não é o seu objetivo. Se os chineses não quiserem ser parados agora, e essa é a cartada, precisam fazer o que fizeram na Coreia: jogar os americanos no mar.
Saiba mais
fontes para consulta
https://www.youtube.com/@ARTEDAGUERRA



