Ação pede liberação de construções em faixas de matas e mangues em São Sebastião
Matéria publicada pelo jornal Estadão, dia 24/07 , de autoria do jornalista José Maria Tomazzela, informa que um grupo imobiliário ligado ao grupo Alemoa , ingressou na Justiça com uma ação em que pede a redução do nível de proteção ambiental e com isso conseguir a liberação construções em extensa faixa com matas, mangues e praias em São Sebastião, .O objetivo desse grupo invalidar o zoneamento ecológico e econômico que impõe limites à ocupação dessa área que é considerada de alta relevância para o equilíbrio do ecossistema costeiro na região da Mata Atlântica.

Esse zoneamento ecológico, foi discutido com a comunidade pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), em audiências públicas entre os anos de 2010 a 2016 . Nele, ´parte da região foi enquadrada como Zona Terrestre 2, que permite exploração econômica com limitações, justamente para garantir a preservação ambiental. Essa área que abrange as Praias do Engenho e da Barra do Una, abriga animais como a jaguatirica e o cachorro-do-mato, e vegetais como a palmeira-juçaras espécies , todos com risco de extinção..
DEBATE
A Cancioneiro Caiçara pretende levantar mais dados sobre essa ação, bem como deseja ouvir ambientalistas da região, para apresentar com mais detalhes essa ação.
ILHABELA TAMBÉM
segundo Ricardo Lucca, ambientalista da Ilhabela, não só em São Sebastião que está havendo ameaça de degradação ambiental. Na própria Ilhabela está ocorrendo pressão do Mercado Imobiliário e de especuladores. Castelhanos por exemplo estaria bastante vulnerável. Vamos verificar também a situação em Ubatuba e Caraguatatuba.
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