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O Ódio Estrutural Que Mata Mulheres Diariamente no Brasil

O sofrimento e martírio de Cristo sentido diariamente na pele feminina

Quatro mulheres foram mortas por dia em 2025 no Brasil; especialista analisa as raízes da violência de gênero que atravessa classes, etnias e chega aos bastidores do poder global

✍️ Por Priscila Siqueira

Mulher em estaca sendo martirizada como cristo - representação da violência extrema contra a mulher

📸 Imagem poderosa que remete ao martírio e à crucificação, simbolizando a violência extrema e o sacrifício impostos às mulheres.

Primaiada querida, Durante o mês de março- por conta do dia oito deste mês, Dia Internacional da Mulher- acontecem numerosas manifestações contra a violência à mulher. Tem sido bastante difundido o quadro horroroso das violações dos Direitos das mulheres, pelo simples fato de não terem nascido do sexo masculino.

Um simples exemplo: no ano passado, 2025, quatro mulheres foram mortas diariamente em nosso País. Neste mesmo ano, no estado de São Paulo, 70% das mulheres foram assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros, namorados ou “ficantes”, supostamente protegidas com medidas protetivas.

🔴 O fenômeno que cruza dominações

E um detalhe: esse fenômeno social cruza várias dominações- a de classe, já que muitas das vítimas são pobres; a de etnia, pois numerosas dessas mulheres são afrodescendentes e, óbvio, a de gênero. O macho não aceita ser repudiado por uma mulher, não por amor- pois quem ama não mata- mas por orgulho ferido. Conforme Djamila Ribeiro, a grande pensadora brasileira, o Brasil é campeão em abuso infantil. Crianças, principalmente meninas, são alvos de homens, a maioria no seu seio familiar.

Porém, até mesmo em países que se gabam de ser a “maior democracia do mundo”, casos de pedofilia horrorosos envolvendo gente rica e muitos políticos estão na mídia diariamente.

Mulher sentada na calçada, no chão, pedindo esmola - retrato da pobreza e vulnerabilidade feminina

📸 A mulher na rua, invisível e esquecida: a face da pobreza que atinge desproporcionalmente as mulheres, especialmente negras e periféricas.

⚖️ Do Epstein a Trump: o poder como abrigo

Exemplos: o empresário norte americano Epstein e presidente Donald Trump. Isso tudo, sem citarmos os casos de estupros coletivos ou não, quando a vítima se transforma em culpada por estar “de batom vermelho, saia curta ou decote escandaloso”…Tudo muito naturalizado em nossa sociedade! E o pior, muitas vezes as primeiras a condenar as vítimas somos nós, outras mulheres…

E o que falar então das mulheres trans?! A violência contra elas é quase inexplicável. Há 14 anos, nosso País é o que mais mata mulheres trans, conforme foi relatado no encontro de mulheres promovido pela Deputada Federal Erundina, da PSOL (28 de fevereiro de 2026, São Paulo).

Mulher muçulmana sentada em um banco, conversando com mulher ocidental - diálogo entre culturas

📸 O diálogo possível: mulher muçulmana e mulher ocidental conversam. A troca como caminho para superar preconceitos e construir alianças.

🚺 Qual seria a razão de tanto ódio às mulheres?

Qual seria a razão de tanto ódio às mulheres?!

Obra de arte com mulheres de culturas diversas: muçulmana, nordestina, africana e portuguesa - representação da pluralidade feminina

📸 Arte que celebra a diversidade: mulheres de diferentes culturas (muçulmana, nordestina, africana, portuguesa) unidas na mesma obra. A pluralidade como riqueza e resistência.

📌 Nota: Texto de autoria de Priscila Siqueira, publicado originalmente em março de 2026. O conteúdo reflete a análise e a voz da autora, preservadas integralmente. As imagens são meramente ilustrativas e foram posicionadas para dialogar com os temas abordados.






✍️ Redação | Direitos Humanos

Priscila Siqueira

Jornalista Priscila Siqueira, Ponta Grossa (PR), 08/07/1939. Formação: Universidade do Brasil (RJ). Atuou na Folha de São Paulo, Estadão, Jornal da Tarde, Rádio Eldorado e Valeparaibano. Destacou-se por denunciar a expulsão dos caiçaras com a abertura da BR-101, tema de seu livro “Genocídio dos Caiçaras” (1984). Especializou-se em questões ambientais, cobrindo a Constituinte de 1988. Foi fundadora da SOS Mata Atlântica, do MOPRESS e presidiu a Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro. Participou do Congresso Mundial contra a Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, em Estocolmo (1996), promovido pela UNICEF e pela rainha Sílvia da Suécia. Foi professora nas Escolas : Normal de São Sebastião, Universidade Salesiana, e de Pós graduação na Fundação Escola de Sociologia e Política de SP na área de Sociologia

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