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🌸📱 “QR Codes da Memória”: Comissão Justiça e Paz Planta Ipês para Eternizar Crianças Mortas na Guerra do Líbano

✝️☪️☸️ Católicos, Islamitas, Budistas e Ateus se unem por crianças vítimas da guerra no Líbano

Ipês Cor de Rosa, QR Codes e Memória: Comissão Justiça e Paz Planta Árvores em Homenagem a Crianças Mortas no Líbano

Quinto Encontro Anual da CNBB no interior paulista reúne católicos, islamitas, budistas e ateus em defesa dos marginalizados; iniciativa propõe QR code em árvores com nome de cada criança morta em guerra

✍️ Por Priscila Siqueira

Foi com grande alegria que os participantes do quinto Encontro Anual da Comissão Justiça e Paz do regional Sul 1 da CNBB, encerraram seus trabalhos. O Encontro- como foi narrado no texto passado- aconteceu na cidade de São Pedro, interior de São Paulo, na última semana do mês do último abril.

Essa Comissão que nasceu na Igreja Católica, no tempo da ditadura de 64 para defender a integridade -principalmente dos presos políticos torturados- é hoje um movimento que abrange todas as pessoas sensibilizadas pelo sofrimento de outros seres humanos marginalizados e excluídos de nossa sociedade globalizada.

🌸 Uma comissão que une fé e diversidade

Um exemplo disso é a comissão de São José dos Campos, cidade o Vale do Paraíba no estado de São Paulo. Essa comissão tem a participação de islamitas, de pessoas que se dizem ateus, de budistas, pessoas ligadas ao Cadomblé e também de católicos.

Azizi Naureaddu Dib, uma jovem mulher nascida no Líbano que participa desta comissão, propôs que as cidades- através das suas prefeituras ou não- plantassem Ipês cor de rosa. Isso porque essa árvore floresce até mesmo no inverno, quando as temperaturas são mais baixas.

📱 QR code para nunca esquecer

O proposito desta iniciativa é que em cada árvore tivesse o QR code com o nome de uma criança morta na invasão de Israel no Líbano. O Islamismo considera “mártir”, toda pessoa morta em uma guerra, como o Líbano e Gaza estão enfrentando. Chorando, Azizi contou que perdeu um priminho que foi levar- escondido da mãe- o almoço para seu pai e foi morto por um drone.

Cada comissão de Justiça e Paz deu o testemunho do que realiza em suas regiões. Reafirmaram os valores da fraternidade, da comunhão, dos direitos humanos, da justiça e da paz como norteadores “do nosso jeito de ser e fazer, e de nosso compromisso corajoso com o profetismo e esperança”.

🙏 Campanhas, Gritos dos Excluídos e a missão que continua

Os membros das diversas comissões atuam também nas Campanhas da Fraternidade. Este ano, seu tema é moradia como direito de todo ser humano. Além disso, são ativos nos Gritos dos Excluídos que ocorrem sempre no sete de setembro. Finalmente, sua grande meta se dá no dia 10 de dezembro de todos os anos, quando se comemora o dia dos Direitos Humanos.

O Encontro foi acompanhado pelo bispo Dom Pedro Luiz Stringhini- da Diocese de Mogi das Cruzes- que é assessor espiritual da Comissão e que encerrou o encontro com uma Missa, enviando todos seus participantes à missão de fazer nosso mundo mais fraterno, amoroso e justo.







📌 Nota: Texto de autoria de Priscila Siqueira, as informações sobre o Encontro da Comissão Justiça e Paz são de responsabilidade da autora.

✍️ Redação | Religião e Direitos Humanos

Priscila Siqueira

Jornalista Priscila Siqueira, Ponta Grossa (PR), 08/07/1939. Formação: Universidade do Brasil (RJ). Atuou na Folha de São Paulo, Estadão, Jornal da Tarde, Rádio Eldorado e Valeparaibano. Destacou-se por denunciar a expulsão dos caiçaras com a abertura da BR-101, tema de seu livro “Genocídio dos Caiçaras” (1984). Especializou-se em questões ambientais, cobrindo a Constituinte de 1988. Foi fundadora da SOS Mata Atlântica, do MOPRESS e presidiu a Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro. Participou do Congresso Mundial contra a Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, em Estocolmo (1996), promovido pela UNICEF e pela rainha Sílvia da Suécia. Foi professora nas Escolas : Normal de São Sebastião, Universidade Salesiana, e de Pós graduação na Fundação Escola de Sociologia e Política de SP na área de Sociologia

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