Mourão e a guerra do fim do mundo
Diário de Pindorama-
Texto vídeo e locução Marcus Ozores

Diário de Pindorama, 25 de fevereiro de 2022, sexta feira de Carnaval que não acontecerá mais uma vez e com a batucada silenciada continuo com o “Só a poesia nos Salvará” fazendo repicar o tamborim para demência geral da nossa desalmada Belíndia. E por isso continuo isolado na minha República Livre Anarquista dos Tupinambás de Barequeçaba.

Cala a boca Mourão
Um velho ditado da selva já dizia que em boca fechada não entra mosca. Mas o que não falta é gente que gosta de mostrar a dentadura e quer ter opinião sobre tudo mesmo sem muita noção. O pior de tudo é que foi gravado pela “Grobo” Beleza!!! O general vice-presidente da Belíndia, do alto do seu conhecimento estratégico, disse que a invasão da Ucrânia pela Rússia deveria ter reação militar armada da OTAN? ‘ “Alô, alô marcianos, aqui quem fala é da Terra e vivemos em guerra”. Uma guerra contra a Rússia nesse momento, é condenar a nossa morada temporária, aquela bola azul como Gagarin se referiu a nossa Gea, à sua destruição.

Será que o general não sabe que o país do novo Pedro, o grande, tem não só o maior arsenal atômico do planeta e como é o único país que tem o míssil atômico hipersônico capaz de atingir a espantosa velocidade de 6.200 km por hora, isto é, 5 vezes a velocidade do som. Trocando em palavras que qualquer imbecil possa entender: se Moscou lançar esse míssil, ele atinge Washington D.C. em 1 hora e dez minutos , com um detalhe. Não existe tecnologia que possa detê-lo. Basta um míssil ser lançado para eu não conseguir digitar nenhuma palavra mais aqui na minha República Anarquista à beira mar.
E como todas as guerras são insanas, por mais legítimas que tentem nos explicar, pois, vidas humanas continuarão sendo desperdiçadas, por nada é, que hoje escolhi um poema simples mas profundo no sentimento intitulado “Tomamos a vila depois de um intenso bombardeio” de autoria de Fernando Pessoa, ele mesmo.
TOMAMOS A VILA DEPOIS DE UM INTENSO BOMBARDEAMENTO

A criança loura
Jaz no meio da rua.
Tem as tripas de fora
E por uma corda sua
Um comboio que ignora.
A cara está um feixe
De sangue e de nada.
Luz um pequeno peixe
— Dos que bóiam nas banheiras —
À beira da estrada.
Cai sobre a estrada o escuro.
Longe, ainda uma luz doura
A criação do futuro…
E o da criança loura?
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- 𝗡𝗘𝗬 𝗩𝗜𝗟𝗘𝗟𝗔 𝗟𝗔𝗡Ç𝗔 𝗟𝗜𝗩𝗥𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗥𝗘𝗖𝗢𝗡𝗦𝗧𝗥Ó𝗜 𝗔 𝗛𝗜𝗦𝗧Ó𝗥𝗜𝗔 𝗗𝗢 𝗧𝗘𝗔𝗧𝗥𝗢 𝗕𝗥𝗔𝗦𝗜𝗟𝗘𝗜𝗥𝗢!
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