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O PETRÓLEO CRIOU UMA NOVA OLIGARQUIA NO LITORAL NORTE?

Como ficou a politica no Litoral norte após o petróleo

Por Pitágoras Bom Pastor
Jornalista e memorialista do litoral norte  e de Guararema.

O Litoral Norte paulista vive uma contradição profunda. Nunca houve tanto dinheiro. E nunca houve tanta dependência política da máquina pública.

Os royalties do petróleo deveriam servir para:

  • diversificação econômica; educação; infraestrutura sustentável; proteção ambiental;
  • redução da desigualdade.
  • Mas boa parte do litoral tornou-se dependente de:

  • expansão imobiliária; turismo sazonal; contratos públicos; ciclos políticos personalistas.
  • O ex prefeito de São Sebastião Felipe

Prefeituras bilionárias, cidades desiguais

Ilhabela tornou-se uma espécie de “município premium”.

São Sebastião transformou-se em uma potência orçamentária impulsionada pelos royalties. Caraguatatuba consolidou-se como polo regional.

Mas o que permanece?

  • bairros vulneráveis; saneamento incompleto; pressão ambiental;
  • especulação imobiliária; concentração de renda.

Os royalties produziram modernização parcial. Mas não resolveram as contradições históricas.

A política virou regionalizada

Um dos fenômenos mais interessantes foi a integração política regional.

Paulo Julião influencia ACS. ACS influencia Aguilar. ACS influencia Felipe Augusto. ACS apoia Sato. Sato influencia, ainda que indiretamente, o grupo atual  que chegou à prefeitura de Ubatuba, eis que a prefeita Flávia foi secretaria de Educação no Governo Sato 2106- a 2020

Os municípios deixaram de funcionar isoladamente.

A política virou uma rede regional interligada. E depois essa rede começou a se fragmentar.

A nova aristocracia pública

O petróleo criou uma nova elite. Não necessariamente industrial. Nem empresarial clássica. Mas uma aristocracia político-administrativa. Uma elite formada por:

  • prefeitos fortes; grupos eleitorais permanentes; operadores regionais; influência sobre contratos; controle da máquina pública; problemas recorrentes apontados pelo TCE; má gestão de dinheiro público; prefeituras endividadas.

O problema é que os royalties podem anestesiar a sociedade.

Quando há muito dinheiro circulando: a crítica enfraquece; a dependência aumenta; o controle social diminui; a política torna-se estruturalmente concentrada.

O desafio do futuro

O petróleo não é eterno. E a pergunta inevitável é:

O que sobrará quando os royalties diminuírem?

Cidades sustentáveis? Economias diversificadas? Instituições sólidas?

Ou apenas estruturas públicas inchadas e dependentes de uma riqueza passageira?

O Litoral Norte ainda não respondeu essa pergunta. Mas ela já começou a bater à porta.


Pitágoras Bom Pastor
Jornalista e memorialista do litoral norte,   de Caraguatatuba e de Guararema.

Pitagoras Bom Pastor

Pitágoras Bom Pastor de Medeiros, Poeta, jornalista e advogado, pós graduado em jornalismo digital, apartidário, a favor do estado de bem estar social

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